A História da Simca do Brasil

1 de julho de 2012

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Conheça a história da Simca do Brasil uma das pioneiras da indústria automobilística brasileira.

A Simca do Brasil S.A. foi fundada em 5 de Maio de 1958 em Belo Horizonte estado de Minas Gerais, o terreno foi inclusive oferecido pelo o ex-governador mineiro Magalhães Pinto e as obras de terraplanagem iniciadas  mas devido a problemas com logística, comunicação (naquele temo os interurbanos eram feitos com o auxilio das telefonista)   e proximidade com dois dos maiores mercados consumidores (naquele temo os interurbanos eram feitos com o auxilio das telefonista) do pais resolveu abrir a sua fabrica no município de São Bernardo do Campo em São Paulo.

O seu nome era Sociedade Anônima Industrial de Motores, Caminhões e Automóveis a Simca do Brasil ou (Société Industrielle de Mécanique et de Carrosserie Automobile) empresa de origem francesa chegou ao Brasil através de um acordo com o presidente Juscelino Kubitschek que naquela época corria o mundo buscando empresas interessadas em investir no Brasil.

O modelo básico produzido pela empresa a partir de 1959 foi o Simca Chambord, inspirado no Simca Vedette Chambord francês. A empresa teve como grande desafio a falta de fornecedores e mão de obra qualificada.

O primeiro Chambord a sair da linha de produção foi oficialmente entregue ao presidente Juscelino Kubitschek no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

A empresa teve muitos problemas operacionais ligados à qualidade e nacionalização de seus veículos seu apelido era Maestro, “um conserto (com “s”) a cada esquina” que apenas foi contornado quando a matriz francesa enviou um engenheiro para resolver os problemas.

No auge da produção (1964-1965), a empresa chegou a ter 2.300 funcionários na sua fábrica de São Bernardo do Campo. Nessa fábrica foram produzidos quase 51.000 unidades entre Chambord , Simca Alvorada uma versão popular , Simca Présidence, a versão luxuosa do Simca Chambord, o Jangada (versão perua) e o Sinca Profissional com um acabamento ainda mais pobre do que o do Alvorada, com estofamento de plástico, portas revestidas de papelão pintado, sem tampa no porta-luvas e sequer uma abertura no painel para encaixar um rádio para atender ao desejo do governo brasileiro de vender automóveis “populares” financiados através da Caixa Econômica Federal.

Em 1963 a Chrysler detinha o controle acionário da marca e formava assim a base para suas operações europeias. Em 1965, começaram a circular boatos que a Chrysler americana, proprietária da Simca francesa iria assumir o comando da filial brasileira, o que acabou ocorrendo no segundo semestre de 1966. Durante alguns meses, a marca Simca foi mantida, mas, a partir de agosto de 1967, a Chrysler do Brasil apresentou ao mercado os Esplanada e Regente (em abril de 1968) com carroceria desenhada no Brasil e era , a última tentativa de afirmação da Simca do Brasil que sofria com a concorrência do Aero-Willys  e o Ford Galaxie , os carros saiam com a plaqueta de identificação: “Fabricado pela Chrysler do Brasil”, ao mesmo tempo que o governo brasileiro aprovava o investimento de 50,2 milhões de dólares para a produção de caminhões Dodge e o início do projeto de desenvolvimento e fabricação dos automóveis Dodge Dart com motor V-8. A partir desse momento a Simca do Brasil deixou de existir e assim, nascia a Chrysler do Brasil S/A Indústria e Comércio.

O esplanada ja produzido pela Chrysler.

 Em 1970 a Simca desaparecia como empresa, tornando-se a Chrysler France, mas seu nome ainda seria aplicado aos carros por mais alguns anos. Hoje a marca Simca pertence ao grupo PSA, detentor da Peugeot e da Citroën.

Os automóveis Simca marcaram época, seu apelido era “os carros rabo de peixe” devido ao estilo americano.

Referencias:

http://www.simca.com.br/

http://www.retroauto.com.br/chambord_39.html

http://pt.wikipedia.org

http://autossegredos.com.br/?p=9031

http://bestcars.uol.com.br/artigos/populares-2.htm

http://autocade.net/index.php/Simca_Alvorada


Mesbla, prazer em servir

1 de julho de 2012

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Conheça a história da Mesbla uma das maiores empresas do Brasil que não soube entender as mudanças do mercado e corrigir sua estratégia empresarial foi um império de 180 lojas que vendia de botões a aviões e acabou falindo em 1999.

A Mesbla nasceu em 1924, no Rio de Janeiro como sucessora da filial de uma empresa francesa chamada Mestre & Blatgé S.A. que desde 1912 importava maquinas, equipamentos e automóveis e era administrada pelo francês Luiz La Saigne.

Em 1924 Saigne nacionaliza a empresa com o nome de Sociedade Anônima Brasileira Estabelecimentos Mestre et Blatgé, e em 1939 passou a denominar-se Mesbla S.A quando a empresa agregou nova atividade: a representação dos aviões Douglas. A nova denominação era uma combinação das primeiras sílabas do nome original, que foi sugerida pela secretária do Sr. Luiz La Saigne, Izaura, por meio de um concurso interno.

A filha mais velha de La Saigne casou-se com Henrique de Botton que após a morte de Luiz La Saigne assumiu a presidência, sendo sucedido pelo seu filho André de Botton que em sua gestão, transformou a Mesbla na maior rede de lojas varejistas do país.

Foi em 1952, dois anos após a chegada da Sears a o país, que a Mesbla abriu sua primeira loja de departamentos, no prédio da Rua do Passeio, no centro do Rio de Janeiro. A diversificação de atividades nas décadas de 60 e 70 transformou a Mesbla em uma das maiores empresas do país.

Na Mesbla se podia comprar um carro com cartão de crédito. Fonte: Reclames do Estadão

Em 1980, ela ocupava o primeiro lugar entre as Maiores e Melhores, da revista Exame, e detinha a liderança do comércio varejista de não alimentos do país.

Nesta época a Mesbla tinha quase 140 pontos de venda que eram distribuídos da seguinte forma 45 lojas de departamentos, 47 da Divisão Veículos (automóveis, caminhões e ônibus e motocicletas), 26 da Divisão Móveis e 15 Divisão Náutica. Suas lojas empregavam 28 mil pessoas, com áreas raramente inferiores a 3 mil metros quadrados e sempre eram pontos de referência nas cidades onde a Mesbla se fazia presente como por exemplo a Mesbla da Rua do Passeio no Rio de Janeiro ou a Mesbla da Avenida do Estado em São Paulo.

Em suas lojas, compravam-se do sapato, perfume, televisores, joias, lanchas e automóveis seus funcionários diziam que a Mesbla só não vendia caixões funerários.

Etiqueta da linha de roupas Tucano exclusividade Mesbla-Fonte mesbla.blogspot.com

Em 1985, nova reformulação pôs fim às seções de móveis e eletrodomésticos de grande porte. Um novo período de crescimento veio a seguir: em 1986, inaugurou mais 47 lojas (totalizando180 filiais do grupo) e comprou 20% do capital do Makro Atacadista Ltda. Entrando assim no segmento de alimentos. Começou também  a investir na valorização de suas marcas de vestuários: Mr.& Mrs. Baby, Folia, Bazooka, DanielHechter, Tucano e, especialmente, Alternativa, para jovens, com o patrocínio de shows derock e atletas, o vestuário representava, então, 50% das vendas.

A Mesbla atuou também no comércio internacional, tinha filial em Nova York. Dentre os vários negócios realizados pela Mesbla Comércio Internacional S.A., um teve um maior destaque, foi à venda de 60 mil caminhões à China, no valor de 900 milhões de dólares.

O Grupo Mesbla era formado pelas empresas Mesbla Holding S.A, Mesbla Lojas de Departamentos S.A., Mesbla Móveis S.A, Mesbla Automóveis S.A., Presta Administradora de Cartões de Crédito S.A., Brazfabril S.A. Indústria e Comércio, Mesbla Financiadora S.A, Mesbla Comércio Internacional e a Mesbla Seguradora S.A além de uma participação de 36% no capital da Makro Atacadista S.A.

Cartão Mesbla: Todos queriam possuir um.

Na década de 90 os problemas começaram. A sua estrutura de comando que contava com 40 diretores, o que deixava as decisões lentas. No final da década de 90, a diretoria, acreditando que o país caminhava para uma hiperinflação, começou a estocar mercadorias em excesso e passou a contar basicamente com recursos gerados por sua financeira.

A vinda de grandes empresas estrangeiras para o Brasil conquistou a clientela de melhor poder aquisitivo, que procuravam novidades. Isso aliado a facilidades de crediário, proporcionado com criação de cartões de crédito próprios, fizeram com que a concorrência fosse intensificada.

Do outro lado havia a concorrência com os hipermercados que vendiam confecções, eletrodomésticos, bazar e móveis em bairros mais afastado do centro o que fez com que os consumidores ficassem mais próximos de casa e não fossem com tanta frequência as lojas da Mesbla, que geralmente ficavam no centro da cidade. Outro fator que contribuiu para as dificuldades de mercado foi o desenvolvimento dos shoppings centers, pois ao mesmo tempo em que a Mesbla era uma das lojas mais requisitadas como loja ancora, pois atraiam clientes para os shoppings centers a empresa começou a perder espaço para as lojas especializadas que ofereciam variedade de produtos aliados a um atendimento mais qualificado.

Em 1997, com dívidas superiores a um bilhão de reais, a Mesbla pediu concordata motivada por uma combinação de juros altos, aperto de liquidez e queda nas vendas. No mesmo ano, o controle acionário da Mesbla foi vendido ao empresário Ricardo Mansur, que arrematou 51% das ações por 600 milhões de reais, além de assumir a dívida fiscal de 350 milhões de reais da concordatária. Nove meses antes Mansur havia comprado às lojas do Mappin, tradicional empresa de varejo paulista. Sua intenção era fazer a fusão das duas empresas, torná-las rentáveis e revendê-las com lucro.

Mesbla

Na tentativa de salvar a Mesbla e o Mappin, Mansur colocou à frente das empresas o executivo João Paulo Amaral ex-superintendente das Lojas Americanas. Dois anos depois, a situação da Mesbla-Mappin era desesperadora, a falta de dinheiro no caixa era o mais grave, os atrasos do pagamento de fornecedores, era crônico, ao mesmo tempo começou uma série de pedidos de falência, além de ameaças de despejo em todos os shoppings onde as lojas exibiam suas marcas.

Mansur mobilizou os colaboradores, eles foram incentivados a realizar uma passeata com o objetivo de pressionar o BNDES a ceder um empréstimo de R$ 102 milhões, que seria usado como capital de giro. Outra intenção era valorizar a Mesbla, para atrair a atenção de grupos estrangeiros. A rede de varejo norte-americana JC Penny demonstrou interesse na rede de lojas, mas acabou fechando negócio com as Lojas Renner de Porto Alegre.

Em 1999 sem salvação, a empresa fechou as portas deixando muitas dividas trabalhista e com fornecedores, porém o seu nome continou forte entre os consumidores.

A volta da Mesbla como a loja da mulher.

A empresa Telemercantil firmou um acordo com o empresário Ricardo Mansur que embolsará royalties mensais pelo uso da marca Mesbla, para vender maquiagens, roupas e acessórios para o público feminino, pela internet mas não acabou dando certo devido à briga entre os sócios da empresa.

 Na época houve mais de sete milhões de usuários cadastrados no Site da Mesbla como possíveis clientes. Esse episódio mostrou o quanto a marca Mesbla é prestigiada pelos consumidores brasileiros, pois mesmo com seus problemas a empresa sempre teve o prazer em servir

Referencias:

Wikpédia, Revista Exame , Isto é Dinheiro ,Pesquisas realizadas em blogs e sites da internet e http://Www.mesbla.blogspot.com


Todo o dia é dia de oferta na Buri

1 de julho de 2012

Por: Pedro Paulo Galindo Morales.

A empresa Casas Buri S/A Comércio e Indústria foi fundada em 1942 por Mário Bussab e Paulo Ribeiro. As sílabas iniciais dos dois sobrenomes formam o nome da organização.

A área de atuação das Casas Buri era capital, interior de São Paulo, Paraná e Centro Oeste do Brasil onde tinham varias lojas nas cidades destas regiões.

As Casas Buri comercializavam roupas de cama, banho e mesa, tecidos em geral, além de televisores e eletrodomésticos, suas lojas eram a maior concorrente das Casas Bahia na época, chegou a ter quase 200 lojas.

A empresa também contava com uma financeira, a Buri S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos, que financiava as compras de seus clientes que compravam pelo sistema de crediário.

Um de seus garotos-propaganda foi o apresentador de TV e empresário Silvio Santos, que cantarolava um famoso jingle “Todo o dia é dia de oferta na Buri” e em que no final soletrava o nome da empresa, além de fazer propagandas em porteiras de fazenda no interior do estado de São Paulo.

As Casas Buri fizeram muito sucesso na década 70 e 80, mas devido a alguns insucessos administrativos e o crescimento de marcas como  Casas Bahia, G. Aronson, Sears/Sandiz e Mappin, a Buri perdeu mercado e aos poucos foram fechando algumas filiais.

Em 1992 as Casas Buri foram vendidas para a Globex Utilidades S.A proprietária das Lojas Ponto Frio, que nesta época estava em fase de expansão com a aquisição de empresas já estabelecidas no mercado, tais como a J.H. Santos, Kit Eletro e de 81 pontos de venda da rede Disapel, passando com isso a liderar o ranking do setor de varejo eletroeletrônico em número de lojas.

O Ponto Frio rebatizou as 110 lojas compradas, das quais 50 em São Paulo, com seu nome e consolidou assim a sua presença em São Paulo, Paraná além de algumas cidades do Centro Oeste.


Mappin foi à liquidação

1 de julho de 2012

Por Pedro Paulo Morrales

Todo final de ano era igual, ficava ansioso para ir ao Mappin que ficava na Praça Ramos de Azevedo em São Paulo, ao entrar no elevador, o ascensorista anunciava a cada andar os produtos que poderíamos encontrar, eu é claro, queria ficar no andar dos brinquedos. Lembro até hoje o seu inconfundível jingle “Mappin, venha correndo, Mappin, chegou a hora Mappin, é a liquidação”.

A história do Mappin teve inicio na Inglaterra, no século XVIII, quando as famílias de comerciantes Mappin e Webb inauguraram na cidade de Sheffield uma sofisticada loja. Mais tarde se mudaram para Londres e em seguida para Buenos Aires e, em 1913, os irmãos ingleses Walter e Hebert Mappin fundaram a Mappin Stores na Rua XV de Novembro em São Paulo, o Mappin foi um lugar bastante requintado, vendia apenas produtos importados e oferecia serviços como salão de chá e barbearia à população mais nobre de São Paulo, foi o primeiro a introduzir vitrines de vidro na fachada para atrair os consumidores. Em 1919, a loja se mudou para a Praça do Patriarca e, em 1939, foi para a Praça Ramos de Azevedo.

Em 1929, a crise do café abalou a economia de São Paulo, fazendo com que os paulistanos só pudessem comprar através de crediário e no início da década de 30, o Mappin inovou colocando etiquetas com preços nos produtos em suas vitrines para atingir as comadas mais populares o tornando-se assim o precursor do crediário.

No início da década de 1950 devido às dificuldades que os antigos controladores tinham em se adaptar à nova realidade econômica, o empresário cafeeiro Alberto Alves Filho assumiu a operação da empresa substituindo os produtos brasileiros pelos importados, mudou a razão social da empresa para Casa Anglo-Brasileira S/A (depois transformada em holding do grupo) e fez a loja ficar conhecida por toda a população de São Paulo quando patrocinou o noticiário Mappin Moviotone pela TV Tupi de São Paulo, fez do Mappin uma empresa inovadora, aumentou o número de lojas, aperfeiçoou o sistema de pagamento por crediário (1953) e montou uma financiadora para financiar seus clientes, em 1972 criou o sistema de crédito automático e abriu o capital da Casa Anglo Brasileira S/A . Ele permaneceu no comando do Mappin até a sua morte, em 1982.

Com a morte de Alberto Alves Filho a rede de magazines passou a ser comandada por Cosette Alves que com a ajuda do executivo, o economista Carlos Antônio Rocca, continuou a expansão da empresa oferecendo uma grande variedade de produtos e abrindo várias lojas.  Em 1983 foi considerada a empresa do ano e em 1984 uma pesquisa do Gallup revelou que 97% dos paulistanos conheciam o Mappin e 67% já haviam comprado em suas lojas; neste mesmo ano ela foi eleita pela revista Exame deu ao Mappin o titulo de melhor empresa de varejo nos últimos 10 anos.

Os negócios cresceram e surgiu o Grupo Casa Anglo composto pelas empresas Mappin Lojas de Departamentos S/A, Companhia Financiadora Mappin São Paulo Credito, Financiamento e Investimento vendida para o Banco Itaú BBA em 1995 ,  Banco Mappin S/A comprado pela GE , Mappin Administradora de Consórcios Ltda. , Previdência Privada Mappin e Mappin Veículos,  concessionária Chevrolet a empresa.

Em 1991 adquiriu da Sears cinco lojas localizadas em Shoppings , sendo que duas estavam em Campinas, em 1993 inaugurou em Santos a TV Mappin uma loja onde os clientes escolhiam as mercadorias através de terminais multimídias, criou nesse mesmo ano o Catalogo Mappin Store Company para a venda de produtos importados.

Em 1995 o Mappin comercializava em suas lojas 85.000 itens como eletrodomésticos, eletrônicos, cama, mesa e banho, bazar e utilidades, confecções, moveis e lazer e alguns produtos de mercearia como balas, bolachas e chocolates.

Mas a situação começa a mudar quando em 1995 a empresa anunciou o maior prejuízo de sua história, no valor de 19,46 milhões de reais, neste mesmo ano o Grupo vende a Cia Financiadora ao Itaú-BBA por R$ 50 milhões. Em agosto de 1996, época da compra do Mappin, cada lote de 1000 ações da Casa Anglo valia 34 reais. Quando o Mappin já estava em dificudade, o preço havia batido em 14,49 reais rata-se de uma queda de 57,4%.

A empresária Cosette Alves não pretendia vender o Mappin, mas Ricardo Mansur insistiu, fez vários comentários sobre a maravilha que era o Mappin, deu sugestões, contou os projetos que teria para a companhia caso a comprasse. “Ele já conhecia o Mappin como se fosse dele e deixava claro a todo o momento que queria comprá-lo”, diz Cosette Alves em uma de suas entrevistas para a Revista Veja. Mansur deu opinião sobre as maneiras que tinham as funcionárias do Mappin ao atender as clientes, falou sobre produtos que faltavam em determinados setores. Depois de uma infinidade de conversas, os dois acertaram a venda do Mappin em 1996 por 25 milhões de reais — 28% de entrada e o restante em três anos sendo que a ultima parcela foi honrado pelo Banco Bradesco devido à falência do Grupo Mansur.

O Mappin nessa época contava com 12 lojas entre elas estavam as da Praça Ramos (pertencente à Santa Casa de São Paulo), Rua São Bento, Av. Ipiranga, Shopping Mappin ABC, Shopping Center Norte, Shopping West Plaza, Shopping Morumbi, Santos, Campinas e Shopping Jardim Sul era uma empresa que, se não estava em situação excelente, não tinha grandes problemas, o forte da companhia era vender eletrodomésticos, televisores, roupas, louças, panelas e com os primeiros efeitos do Plano Real e a onda de consumo, o Mappin prometia muito lucro.

O projeto de Mansur para o Mappin era transformá-lo numa rede de franquias. Ele pretendia abrir quarenta lojas, espalhadas pelo país, em dois anos. Em 1999 nenhum dos planos elaborados deu certo e o Mappin teve a sua falência decretada, existiam na época 300 pedidos de falência contra a empresa, devia na praça de cerca de R$ 1,2 bilhão.
A venda do controle acionário da empresa trouxe consequências drásticas para a empresa, a união de suas operações com a Mesbla não beneficiou em nada o Mappin, pois o seu controlador apenas implantou crises e não conseguia resolve-las, conta-se que as lojas eram esvaziadas para abastecer a Mesbla.

 O Mappin marcou época na cidade de São Paulo, ora servindo de ponto de encontro da elite, ora chamando a massa para acompanhar as liquidações anuais da loja da Praça Ramos, desta época restam apenas o prédio, que pertence a Santa Casa de São Paulo, já foi uma loja do Extra e agora uma loja das Casas Bahia e lembranças como a do andar dos brinquedos.

Referencias:
Battilana, Abramo Nicola e Berado, Valter, Aplicação do Conceito do Ciclo de Vida Organizacional na Definição e determinação das Fases de uma Organização Varejista. Disponível em http://redalyc.uaemex.mx/pdf/947/94761503.pdf
Revista Época  http://epoca.globo.com/edic/19990802/neg3.htm
Blog Mundo das Marcas http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/mappin-1913-1999.html
Revista Veja, http://veja.abril.com.br/180899/p_124.html
Portal Exame, http://www.mixxer.com.br/exame/120200_O_que_esta_mesmo_acontecendo_no_Mappin.htm
Mappin a agonia de um símbolo, http://netleland.net/hsampa/mappin/agonia/agonia.html


A história de John North Willys.

1 de julho de 2012

Por Pedro Paulo Galindo Morales

O artigo aborda sobre a história de John North Willys fundador da indústria de automóveis Willys Overland.

John North Willys nasceu em 1873 e foi um pioneiro da indústria automobilística americana, começou a vida consertando bicicletas e logo depois passou a representante de vendas de bicicletas e mais tarde ele assumiu uma franquia Rambler.  Em 1909 John Willys  começa a produzir seus próprios automóveis em Toledo e em 1920 funda Willys Overland Co.    chegando a produzir ja em 1915 150.000 carros, Willys chegou a dizer que ele poderia concorrer e superar Ford com um carro mais potente que o modelo T .
A vida empresarial de Willys foi cheia de altos e baixos, esteve por duas vezes a beira da falência mais conseguiu superar as crises com vendas de fabricas e a contratação de Walter Chrysler para sanear suas finanças que em 1925 se tornaria dono da Chrysler Corporation. Era conhecido por sua honestidade e força de trabalho tanto que chegava a trabalhar de 15 a 16 horas 7 dias por semana. John Willys também fabricou motores de avião, caminhão para o exercito americano e implementos agrícolas o que levou a Willys Overland, em parceria com a Ford, criar o lendário Jeep para atuar na Segunda Guerra Mundial. John Willys faleceu em Nova York onde sofreu um ataque cardíaco fatal em 26 de agosto de 1935.
A partir de 1939 com as finanças da fabrica saneadas pela segunda vez, a atividade da fábrica foi inteiramente absorvida pela enorme demanda de seu utilitário de campanha (o Jeep), com tração nas quatro rodas, para fins militares. Cessada a guerra, a procura do veículo decresceu, mas ainda assim a Willys iniciou o desenvolvimento do projeto de um carro prático e robusto, de linhas modernas e avançadas ao mesmo tempo em que começou a produzir utilitários derivado do Jeep como a Willys Station Wagon (Rural no Brasil).
O protótipo foi apresentado em 1951 e já no ano seguinte era lançado a série Aero (janeiro de 1952, EUA), mas não teve um grande sucesso de vendas e seu ferramental em 1955 foi enviado para o Brasil.
Em 1963 a Ford compra Willys-Overland e muda o nome para Kaiser-Jeep Corporation, a partir do qual o nome Willys desapareceu.

Aero Willys 1952

A Willys Overland no Brasil

A Willys Overland abriu uma filial no Brasil, em 1952, que se tornou também uma importante personagem na nascente indústria automobilística brasileira e também no automobilismo. No Brasil começaram as atividades por volta de 1954 inicialmente montando Jeep, logo depois passou a importar a Rural e o Aero-Willys.
Na cidade muita gente queria um carro realmente econômico, prático e de pequeno custo para e a Willys lançou o Renault Dauphine (sob licença da Renault) em 1959. Em  Março de 1960 foi a vez de um carro maior, com espaço e conforto para seis pessoas – O Aero-Willys (inicialmente o Aero nacional era para se chamar “BRASÍLIA”) que foi produzido com o ferramental vindo de sua matriz nos Estados Unidos. Em 1961 veio a Pick-up Jeep 4×2 e o esportivo Interlagos e em 1966 o Itamaraty. Em 1965, o Aero Willys reestilizado foi lançado no edifício já erguido, mas não acabado da Bloch Editores por Mauro Salles a festa seria muito importante para a sua nova agência de publicidade. Bloch preparou o hall, que ainda estava em concreto. A porta era de tábuas, mas a decoração foi tão luxuosa que o lançamento foi um sucesso foi apresentado o Itamaraty Nesse ano a grande mudança ocorreu no Itamaraty que ganhou nova frente, novas calotas, novas lanternas traseiras, e novo acabamento. Em 67 também foi criado o Itamaraty Executivo (a primeira limousine brasileira de série), contava com vários opcionais – poucas unidades foram fabricadas.
A Willys fabricava seus veículos em sua unidade própria em São Bernardo do Campo (atual fábrica da Ford); em 1966 o Jeep (apelidado no Nordeste de “Chapéu de Couro”) passou a ser fabricado (montado) também em Jaboatão, Pernambuco, onde estava a primeira fábrica de automóveis do Nordeste, a Willys-Nordeste, que também fabricou a Rural e Pick-up Jeep. Em 1967 a Willys contava com 7 carros de passeio e utilitários em 19 versões, ela chegou a ter a maior linha de produtos da indústria automobilística Brasileira era  um veiculo para cada tarefa, para cada gosto. No Brasil também fabricou, sob licença da Renault, o Gordine e um esportivo batizado de “Interlagos”.

O gordine Um carro que marcou época

Aero Willys Itamaraty: O carro de quem tinha sucesso profissional

Em 1968 houve a união da Willys Overland do Brasil com a Ford Motors do Brasil que passou a chamar Ford-Willys, passando a fabricar seus veículos, até o último em 1984 (a pick-up F-75). A mecânica de um esportivo  o Willys 1300 serviria de base para o último grande projeto da Willys no Brasil o Corcel (“Projeto M” da Willys – Mecânica Renault) , os primeiros modelos saíram de fábrica inclusive com o símbolo WILLYS impresso nos vidros , lançado pela Ford-Willys como FORD CORCEL em 68, sobre esses nome temos uma história interessanteo publicitário Mauro Sales desde o inicio queria lançar o Corcel com o nome Ford Corcel, mas os diretores da Ford no Brasil disseram que para o carro se chamar Ford teria que ser aprovado pela matriz americana e que o projeto teria que ser defendido por Mauro Sales junto a matriz nos Estados Unidos e lá foi ele. Terminada a reunião e com oprojeto aprovado pelo próprio Henry Ford II ele quis saber o porque da necessidade do nome ser aprovado na matriz so porque iria se chamar Ford. Henry Ford o convidou para ir a parte externa da empresa e mostrou seu nome no topo do prédio dizendo “It’s my name” demonstrando ai que um produto deve ter qualidade pois é um nome que esta em jogo.
Em 1970 deixa de chamar Ford-Willys e passa simplesmente a se chamar Ford do Brasil. Aos poucos a Ford foi substituindo os veículos Willys, assim morrendo a marca no Brasil. A Willys também produzia motores maritímos, grupos geradores de solda, unidades de força, grupos geradores.  A marca existiu até 1975, quando o último veículo  Willys deixou a linha de montagem da montadora AMC, mesmo período em que a Ford do Brasil ainda produzia veículos originalmente criados pela subsidiária brasileira.
Em 1970 a Kaiser Industries decidiu deixar o negócio de automóveis e vendeu a Kaiser-Jeep a American Motors Corporation (AMC) que foi comprada em 1979 pela Renault que continuou produzindo série CJ (Civilian Jeep- Jeep para civis). Em 1987 a Chrysler compra AMC com o CJ sendo substituídos pelo Jeep Wrangler, os veículos Jeep ainda são produzidos no Complexo Toledo sob Chrysler LLC.

Ford Corcel veículo médio, derivado do “Projeto-M” da Willys


Coroa Brastel: Uma história de sucesso que acabou mal

1 de julho de 2012

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Assis Paim Cunha nasceu na cidade de Vassouras em 1928, foi um ex-vendedor da rede Ponto Frio, que sempre buscou entender o comportamento dos mercados das classes B e C. No começo da década de 70 sentiu-se experiente o suficiente para abrir seu próprio negócio. Assim, fundou a Brastel, a partir da fusão das lojas Cobrás e Telegeo formando as lojas Cobrás Telegel Artigos Domésticos S.A e em 10 anos Assis Paim criou um dos maiores grupos empresariais do país. Paim chegou a ser um dos homens mais ricos e influentes do Brasil seus bens pessoais eram compostos por mais de 2 mil imóveis, uma fazenda de 80 mil hectares no Pará e uma área de 33 mil quilómetros quadrados, perto de Angra dos Reis, que se estendia até o pé da Serra da Bocaina.

Da união da Cobrás e Telegel formou-se o braço comercial do grupo liderado pelas Lojas Brastel (Móveis e eletrodomésticos), Brascasa (Materiais de Construção) e Brastel Feijão com Arroz (Supermercados Populares) na época uma poderosa rede com 250 lojas em seis estados brasileiros, com 12 mil empregados reunidas na SNCI-Sociedade Nacional de Comercialização Integrada Ltda.

No campo da publicidade as Lojas Brastel eram agressivas e popularescas seu slogam era “Na Brastel, tudo a preço de banana!” tornou-se conhecido através das  propagandas em jornais, radio e televisão.

Modelo de Propaganda em Jornais

O braço financeiro o grupo era composto pela holding Coroa Administração e Participações S/A, Coroa S.A. Crédito, Financiamento e Investimento , Coroa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Banco de Credito Comercial S./A., Banco de Investimentos Coroa S.A. Serco Serviço de Crédito, Cadastro e Cobrança LTDA e Sopro Sociedade de Processamento de Dados LTDA. , o grupo estava presente também na área de serviços e agroindústria formando no total um grupo de mais de 30 empresas que faturava US$ 1 bilhão por ano. Em 1983 O Grupo Coroa Brastel era classificado na 40º posição ente os conglomerados privados nacionais e tinha uma presença muito grande no estado do Rio de Janeiro e em mais 5 estados.

Suas lojas vendiam bem, o avanço das lojas de departamentos estava acabando com as pequenas redes familiares de eletrodomésticos, preocupando os fabricantes nacionais as multinacionais fabricantes de eletrodomésticos viam nele a tábua de salvação. Concederam então empréstimos para que comprasse lojas quebradas, pagando em dois anos com juros abaixo do mercado. Assim, teve início a grande expansão do grupo Coroa-Brastel no ramo do comércio.

O negócio desandou em 1981, quando Paim comprou a Laureano Corretora endividada por imposição do governo que em troca ofereceu a Paim, para ficar livre de limitações impostas ao financiamento de compras a prazo na Brastel. Para absorvê-la, montou uma operação onde um empréstimo obtido junto a Caixa Econômica Federal seria utilizado no reforço de capital de giro do grupo e no plano de expansão da Brastel, porem esse dinheiro foi usado para quitar as dividas da Laureano. Para pagar o empréstimo com a CEF a Coroa começou a emitir letras de cambio sem lastro financeiro (vendas de eletrodomésticos, por exemplo) para financiar-se. Logo se descobriu que ele pagava juros muito acima dos de seus concorrentes e o mercado financeiro começou a desconfiar da prática e a Coroa começou a ter dificuldade para vender esses titulos, pois enquanto o mercado pagava 150% ao ano a Coroa pagava 250% e para cobrir esse rombo era emitido cada vez mais letras frias impressas nas dependências da financeira  , agindo dessa maneira sua situação financeira ficou periclitante.

Capa da edição 788 de 12/10/1983

Em 27 de Junho de 1983 o Banco Central interveio na Coroa S.A. Crédito, Financiamento e Investimento e se viu o maior escândalo financeiro de todos os tempos cerca de 34.000 credores foram lesados o que equivaleria a cerca de R$ 250 milhões.

Com a falência do seu braço financeiro o Grupo Coroa Brastel foi deixando de pagar os fornecedores e bancos o que acarretou vários pedidos de falência.

Na época do escândalo dois grupos se interessaram pelas Lojas Brastel,o Grupo Pão de Açúcar e o extinto Grupo Fenícia (Lojas Arapuã) mas a negociação não evoluiu devido a situação complicada do grupo.

A liquidação do grupo empresarial Coroa-Brastel se prolongou por mais de duas décadas, Assis Paim Cunha passou levar uma vida modesta enquanto se dedicava a provar que provar que a intervenção no seu grupo foi motivada apenas por pressão política de seus inimigos.

Em 22/10/2008 morre Assis Paim Cunha vitimado por ataque cardíaco em casa ele se tornou um caso único: o de ex-empresário brasileiro que perdeu a empresa e ficou realmente pobre conseguindo quitar os débitos de sua rede de eletrodomésticos porem os 34 mil investidores prejudicados na quebra do Coroa jamais tiveram seu dinheiro de volta, pois ele afirmava que a responsabilidade era também do Banco Central.

Referencias

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL832463-5606,00.html

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/13860_PAIM+RICO+NOVAMENTE

Revista Veja – Edição 788 de 12/10/1983 – Acervo Digital.

Pesquisas em Sites da Internet.


Ultralar: uma das pioneiras no setor de grandes magazines.

1 de julho de 2012

Pedro Paulo Galindo Morales.

Conheça a história das Lojas Utralar uma das pioneiras no setor de grandes magazines que encerrou as suas atividades no ano 2000 após 44 anos.

As Lojas Ultralar foram fundadas em 1956 por Ernesto Igel criador do método para engarrafar o gás Propano (combustível do Zeppelin) em um botijão de gás pequeno para vender como gás de cozinha, estes botijões foram criados por ele surgindo dessa ideia, uma nova maneira para a distribuição do gás de cozinha.

Dessa iniciativa surgiu a Empresa Brasileira de Gás a Domicilio, que em 1938 deixaria de ser uma empresa regional para atuar em todo o país como Ultragaz S/A. Como o numero de fogões a gás era muito pequeno Ernesto Igel também começou a produzir e comercializa-los através de lojas próprias que depois foram reunidas nas Lojas Ultralar pioneira no setor de grandes magazines.

A Ultralar fez parte do Ibovespa entre Setembro de 1970 e Setembro de 1973 tendo suas ações negociadas na Bolsa de Valores. Em 1974 segue a tendência das grandes lojas da época como Pão de Açúcar (Jumbo) e Eletroradiobraz (Baleia) abre seu primeiro hipermercado o Ultracenter Ultralar localizado na Marginal Pinheiros em São Paulo vendido um ano mais tarde ao Carrefour que chegava ao Brasil atraído pelo grande mercado consumidor potencial e a baixa concorrência entre as empresas nacionais do setor, principalmente nos mercados paulista e carioca.

No campo publicitário a Ultralar era como as outras lojas investia em anúncios de pagina inteiras nos jornais, tinha artistas como Walter D’Ávila e Jô Soares fazendo suas propagandas que repetia seu o slogan usado na época “Na Ultralar dá pé”, a empresa em 1965 também  patrocinou na TV Globo o telejornal  Ultra Notícias, juntamente com a Ultragás que foi  apresentado por nomes como Paulo Gil , Hilton Gomes e Irene Ravache.

Na inicio década de 90 o Grupo Ultra inicia o processo de desinvestimento de unidades fora do negócio principal, distribuição de gás e petroquímica e inclui nesse processo as Lojas Ultralar com 44 lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio grande do Sul são vendidas ao Grupo Susa Vendex (a reunião do conglomerado nacional Victor Malzoni com o holandês Vendex). Os negócios da família Malzoni se iniciaram em 1927, com a criação da Casa Bancária Irmãos Malzoni, na cidade paulista de Matão, que atuava no financiamento de lavouras de café. A empresa prosperou rapidamente e se consolidou em 1973, com a criação da Ultracred Financeira e Distribuidora. O grupo empregou mais de 17.000 funcionários e investiu mais de 400 milhões de dólares no Brasil e tinha sobe seu comando as lojas Sears, Ultralar, Sandiz (comprada do Grupo Pão de Açucar), Sears, Dillard’s (que funcionou durante 2 anos) a cadeia de lanchonetes Bob’s, Ultracred Financeira e Distribuidora e a rede de farmácias Drograsil, na época devido ao seu apetite apelidado de “Comprex”. Foi nessa época que começou um programa para a modernização da Ultralar e ela passa a se chamar Ultralar & Lazer incorporando algumas lojas da Sears no estado do no Rio de Janeiro.

Ainda na década de 90 foi desfeita a associação entre o Grupo Malzoni e o Grupo Vendex e algumas empresas foram fechadas como Sears e Dillard’s  e  outras vendidas como a Drogasil e Ultralar & Lazer.

Após passar pelo Grupo Malzoni Vendex a Ultralar foi comprada por Paulo dos Santos que concentrou as atividades da empresa no mercado do Rio de Janeiro. Nessa época o comercio varejista brasileiro sofreu inúmeras transformações as empresas mais atingidas foram as tradicionais lojas de departamentos que com a perda de identidade em virtude das frequentes tentativas de mudanças e das indefinições do foco de atuação como foi o caso da Ultralar que acabou entrando em dificuldade.

Em 2000 com 17 lojas a empresa já sente o reflexo das mudanças do mercado e começa a ter problemas econômicos, para evitar a falência da empresa Paulo dos Santos entra em negociação com o Ponto Frio e Casas Bahia para vender a empresa, mas não deu tempo em Maio do mesmo ano é decretada a falência tendo a maioria de seus pontos no adquiridos pelas Casas Bahia.

Existem negociações para a volta da Ultralar o atual controlador da o empresário Sérgio Duarte comprou 2/3 da massa falida usando o “sinter feed”, um minério fino de ferro resultante da extração e beneficiamento de minas próprias. Comprou créditos na massa falida da Ultralar de companhias telefônicas e indústrias como Philips, Gradiente, Cisper, Tramontina e Sony, além de cinco bancos que aceitaram receber volumes de “sinter feed” equivalentes aos valores de seus créditos na massa falida.

Em 2003 houve contestação por parte de Paulo dos Santos quanto tomada hostil do controle por Sérgio Duarte. Depois de desentendimentos os herdeiros de Paulo dos Santos entraram em acordo e foi constituída a Dimibrás para a recuperação judicial da Ultralar que na época tinha um patrimônio da constituído por um depósito de 60 mil metros quadrados no bairro da Penha, uma frota de 45 veículos, três lojas (duas no Rio e uma em Niterói) e a marca Ultralar&Lazer , tradicional no varejo brasileiro que todos esperamos que volte a operar em breve.


Propaganda com Walter D’Ávila

Referencias

IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração http://www.ibram.org.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE=30136

Wikipédia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernesto_Igel

O dilema de Malzoni http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/5334_O+DILEMA+DE+MALZONI

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